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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Indústrias criativas crescem no Brasil, mas ainda falta investimento. Colaboração: Ana Carla Fonseca

Mais do que imaginação, criatividade é negócio -e bilionário. Em 2015, as indústrias criativas geraram uma riqueza de R$ 155,6 bilhões para o país, de acordo com levantamento da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). 

A participação desses setores no PIB brasileiro subiu de 2,56% para 2,64% de 2013 a 2015, ainda segundo o mapeamento, publicado em dezembro do ano passado. 

"É um crescimento que parece mínimo, mas muito relevante se considerarmos o momento de crise profunda", afirma Thamilla Talarico, especialista em desenvolvimento setorial do Sistema Firjan. 

Todas as atividades econômicas inovam de alguma forma. No entanto, são consideradas indústrias criativas apenas as que fazem da criatividade a sua matéria-prima. 

Uma empresa de contabilidade, por exemplo, até pode ser inovadora na hora de resolver seus problemas, mas o foco do seu trabalho não é esse. Já um escritório de arquitetura só existe porque vende sua capacidade criativa aos clientes. 

Arquitetura, design, moda, audiovisual, gastronomia, música, desenvolvimento de softwares e pesquisa e desenvolvimento: tudo isso compõe a economia criativa. 

"São produtos e serviços vinculados tanto à cultura e arte quanto à ciência e tecnologia, os dois grandes campos nos quais a criação humana faz a diferença e gera valor agregado", diz Ana Carla Fonseca, professora do curso de economia criativa e cidades criativas da FGV. 

O conceito surgiu na Austrália, em 1994. Mas foi o Reino Unido, em 1997, o primeiro a entender o seu potencial como estratégia de desenvolvimento e criar políticas específicas para esses setores. 

"Naquele momento, o governo britânico percebeu que a participação da indústria fonográfica no PIB havia sido maior do que a da automobilística", diz Caio Bianchi, professor de economia criativa e compartilhada da ESPM. 

Esses segmentos ganham agora um papel estratégico, já que, hoje, sai na frente quem consegue migrar da lógica da produção em massa e da concorrência pelo preço baixo para a lógica da diferenciação e da experiência.

"Se o Brasil tivesse investido nesses setores, eles poderiam ter crescido muito mais", afirma Bianchi. "O meu receio é que o país esteja dando murro em ponta de faca apostando em segmentos tradicionais, que claramente estão caindo." 


Em 2011, a Secretaria de Economia Criativa surgiu dentro do Ministério da Cultura. Extinta em 2015, deu lugar à Secretaria de Economia da Cultura, que ainda existe, com importância reduzida. Os movimentos se deram no governo de Dilma Rouseff. 

Com a posse do novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, em julho, a promessa é que a economia criativa se torne uma prioridade. 

Porém, para Talarico, da Firjan, a preocupação em desenvolver a economia criativa deveria estar no Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços). 

"Estamos falando de estratégia de desenvolvimento econômico, e cultura é a primeira coisa que é cortada em tempos de crise", diz. 


O QUE É ISSO

Divisões da economia criativa 
CONSUMO 
Design 
Arquitetura 
Publicidade 
Moda 
TECNOLOGIA 
Pesquisa e desenvolvimento 
Biotecnologia 
Tecnologia da Informação e da Comunicação (desenvolvimento de softwares e sistemas, consultoria em TI e robótica) 
MÍDIAS 
Editorial 
Audiovisual 
CULTURA 
Expressões culturais (artesanato, folclore e gastronomia) 
Patrimônio e artes (serviços culturais, museologia, produção cultural e patrimônio histórico) 
Música 
Artes cênicas 

Fonte: Mapeamento da Indústria Criativa da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) - Dezembro/2016 

Visão de negócio e educação são maiores desafios

Eduardo Knapp - 23.dez.2016/Folhapress

Para desenvolver a economia criativa no país, ideias novas, claro, são fundamentais, mas não bastam. "Há uma leitura de que brasileiro é criativo e, então, está tudo resolvido", afirma Ana Carla Fonseca, professora do curso de economia criativa e cidades criativas da FGV. 

"Lógico que não depende só disso. Estamos falando de negócios, e há toda uma carga de preparo que não necessariamente é levada em conta", afirma. 

Umas das instituições que tenta suprir essa lacuna no Brasil é o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas): está investindo R$ 65 milhões em 104 projetos de economia criativa até 2018. "Não vou ensinar o cara a criar. Ele está com a cabeça nas nuvens, no bom sentido. Nosso papel é ser a linha da pipa, e ajudá-lo na capacitação de gestão", explica Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae. 

O Estado de São Paulo cedeu à instituição o Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo entre 1912 e 1965, que abrigará o Centro Nacional Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa a partir de outubro. Segundo Domingos, será um espaço para conectar criativos e investidores. 

ESTÍMULO
Se empreender é difícil, ser criativo também não é assim tão simples. As dificuldades do país até ajudam a estimular a capacidade dos brasileiros de inventarem soluções, mas o grande diferencial para formar profissionais criativos é a educação. 

"O Brasil está tão preocupado em vencer desafios de uma educação do século 19 que não pensa no século 21", diz Fonseca. "Talento criativo será um dos únicos perfis de trabalho que sobreviverá à inteligência artificial."


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Você conhece a Ana Carla?



Ana Carla Fonseca, chamada carinhosamente de Cainha, é a profissional responsável pela curadoria dos conteúdos de formação do Território Criativo.

Ela já realizou projetos em 30 países. É Mestre em Administração e Doutora em Urbanismo pela Universidade de São Paulo, com a primeira tese sobre Cidades Criativas do Brasil. É considerada uma das maiores especialistas em Economia Criativa do mundo. 

Quer saber mais?

- Ana Carla é professora e coordenadora de cursos de pós-graduação em Economia, Cultura e Cidades na Fundação Getulio Vargas/SP, na Universidade Cândido Mendes/RJ e na Universidad Nacional de Córdoba (Argentina). 
- É autora de vários livros, como "Cidades Criativas" (SESI-SP Editora, 2012).
- Já morou em Londres e Milão e atuou por mais de 15 anos em multinacionais nas áreas de Marketing, Inovação e Gestão do Conhecimento. 
- É assessora para a ONU e consultora do relatório global Creative Economy Report. 
- É ainda membro da Associação Internacional de Economia da Cultura, do Corpo Mundial de Peritos em Políticas Públicas da UNESCO, dos Repensadores, dos Conselhos Consultivos da Virada Sustentável, do Minha Sampa, do Instituto Árvores Vivas, do Recicleiros e do Local Chef. 
- Venceu o Prêmio Claudia 2013 na categoria Negócios. 
- Foi apontada em 2013 pelo jornal El País Américas uma das oito personalidades brasileiras que impressionam o mundo.

Tenha contato direto com a Ana Carla nas oficinas realizadas em todo o DF.

Venha se inspirar com grandes profissionais. 









Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.
Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.

This once-serene island is absolutely overrun by tourists. - Esta ilha uma vez serena é absolutamente invadida pelos turistas. - Αυτό το once-γαλήνιο νησί είναι απόλυτα ξεπερασμένη από τους τουρίστες.


With its whitewashed walls and blue domed roofs, Santorini, Greece has become the dream holiday destination for millions.






But the beautiful Greek island has become a victim of its own success and is now overrun by tourists.

In 2017, it is expected to receive almost two million visitors, according to The Guardian.

The 2011 census reported that Santorini had a population of 15,550 – that’s 133 tourists for every resident.

The infrastructure of the island is not built for so many visitors, with the roads and water mains becoming increasingly strained.

Normally the island enjoys a lengthy quiet period over the winter, but even that is becoming rare.

One hundred forty-one hotels looking to capitalize on the current popularity are staying open this winter, compared to 35 in 2013.

Local officials are now considering a cap on visitor numbers to try and curb the problem.

Santorini’s mayor Nikos Zorzos told The Guardian: “We have reached saturation point. The pressure is too much.”

“Santorini has developed the problems of a city. We need desperately to increase supplies but that requires studies, which in turn require technicians and that we cannot afford.”

The mayor has already capped the number of cruise passengers who can visit the island, with the daily figure dropping from 18,000 to 8,000.


image 1.
Tourists crowd to watch the sunset in Oía, Santorini. Greece


It’s unclear whether he will have to take the same measures with general visitor numbers if it the issue continues.






http://nypost.com/2017/09/01/this-once-serene-island-is-absolutely-overrun-by-tourists/

Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 

A cultura e o amor devem estar juntos.
Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 
but what modifies the way of looking and hearing.





















--br via tradutor do google
Esta ilha uma vez serena é absolutamente invadida pelos turistas.

Com suas paredes caiadas e telhados de cúpula azul, Santorini, a Grécia tornou-se o destino de férias dos sonhos para milhões.

Mas a bela ilha grega tornou-se vítima de seu próprio sucesso e agora é invadida pelos turistas.

Em 2017, espera-se que receba quase dois milhões de visitantes, de acordo com The Guardian.

O censo de 2011 informou que Santorini tinha uma população de 15,550 - é 133 turistas por cada residente.

A infra-estrutura da ilha não é construída para tantos visitantes, com as estradas e as redes de água ficando cada vez mais tensas.

Normalmente, a ilha goza de um longo período de silêncio durante o inverno, mas mesmo assim está se tornando raro.

Cento e quarenta e um hotéis que procuram capitalizar a popularidade atual estão ficando abertos neste inverno, contra 35 em 2013.

As autoridades locais estão agora a considerar um limite para o número de visitantes para tentar controlar o problema.

O prefeito de Santorini, Nikos Zorzos, disse ao The Guardian: "Chegamos ao ponto de saturação. A pressão é demais ".

"Santorini desenvolveu os problemas de uma cidade. Precisamos desesperadamente aumentar o suprimento, mas isso requer estudos, que por sua vez exigem técnicos e que não podemos pagar ".

O prefeito já limitou o número de passageiros de cruzeiros que podem visitar a ilha, com a cifra diária caindo de 18.000 para 8.000.

Não está claro se ele terá que tomar as mesmas medidas com o número geral de visitantes se o assunto continuar.

imagem 1.
Turistas se aglomeram para assistir ao pôr-do-sol em Oía, Santorini. Grécia








--grego via tradutor do google
Αυτό το once-γαλήνιο νησί είναι απόλυτα ξεπερασμένη από τους τουρίστες.

Με τους ασβεστωμένους τοίχους και τις γαλάζιες θολωτές στέγες, η Σαντορίνη, η Ελλάδα έχει γίνει ο ονειρεμένος προορισμός διακοπών για εκατομμύρια.

Αλλά το πανέμορφο ελληνικό νησί έχει γίνει θύμα της δικής του επιτυχίας και τώρα έχει ξεπεράσει οι τουρίστες.

Το 2017, αναμένεται να λάβει περίπου δύο εκατομμύρια επισκέπτες, σύμφωνα με The Guardian.

Η απογραφή του 2011 ανέφερε ότι η Σαντορίνη είχε πληθυσμό 15.550 ατόμων - δηλαδή 133 τουρίστες για κάθε κάτοικο.

Η υποδομή του νησιού δεν είναι χτισμένη για τόσους πολλούς επισκέπτες, με τους δρόμους και τα δίκτυα ύδρευσης όλο και πιο έντονη.

Κανονικά το νησί απολαμβάνει μακρά ήσυχη περίοδο το χειμώνα, αλλά ακόμη και αυτό γίνεται σπάνιο.

Εκατό σαράντα ένα ξενοδοχεία που θέλουν να επωφεληθούν από την τρέχουσα δημοτικότητα παραμένουν ανοιχτά αυτό το χειμώνα, σε σύγκριση με 35 το 2013.

Οι τοπικοί αξιωματούχοι εξετάζουν τώρα ένα ανώτατο όριο για τους αριθμούς επισκεπτών για να προσπαθήσουν να περιορίσουν το πρόβλημα.

Ο δήμαρχος της Σαντορίνης Νίκος Ζόρζος δήλωσε στο The Guardian: «Έχουμε φθάσει στο σημείο κορεσμού. Η πίεση είναι πάρα πολύ. "

"Η Σαντορίνη έχει αναπτύξει τα προβλήματα μιας πόλης. Χρειαζόμαστε απελπισμένα να αυξήσουμε τον εφοδιασμό, αλλά αυτό απαιτεί μελέτες, οι οποίες με τη σειρά τους απαιτούν τεχνικούς και ότι δεν μπορούμε να αντέξουμε ».

Ο δήμαρχος έχει ήδη καλύψει τον αριθμό των επιβατών κρουαζιέρας που μπορούν να επισκεφθούν το νησί, με την ημερήσια πτώση να μειώνεται από 18.000 σε 8.000.

Δεν είναι σαφές εάν θα πρέπει να λάβει τα ίδια μέτρα με τους γενικούς αριθμούς επισκεπτών εάν συνεχίσει το ζήτημα.

εικόνα 1.
Οι τουρίστες πλήθουν για να παρακολουθήσουν το ηλιοβασίλεμα στην Οία της Σαντορίνης. Ελλάδα