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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Are you ready for the Guerrilla Girls? American collective has been in action for gender equality and race in art since 1985 and has individual exhibition unpublished in Brazil from September, 2017. - Vocês estão prontas para as Guerrilla Girls? Coletivo norteamericano está em ação pela igualdade de gênero e raça na arte desde 1985 e tem exposição individual inédita no Brasil a partir de setembro, 2017.


The Guerrilla Girls use as pseudonyms the names of artists who made history, such as Frida Kahlo, Paula Modersohn-Becker and Rosalba Carriera. The name of the collective created in 1985 in New York, which means "Girls of the Guerrilla", sounds like "gorilla" in the American accent, which partly justifies the use of masks of primates by the members.

(Guerrilla Girls // Are you ready for the Guerrilla Girls? / Disclosure)

Masked and organized, women have already made interventions in the world's most important museums. The first appearance, in the 80's, questioned: "Women need to be naked to enter the Met. Museum? ".

The placement of the guerrillas is as relevant as it was 30 years ago. At the time, only 5% of the artists exhibited in the New York museum were women, while 85% of the nude women were portrayed. Today, in a survey that will still be updated with more current data about the museum (which is part of the Guerrilla Girls programming here), 6% of the exhibitors at the São Paulo Museum of Art (MASP) are women, and 68% of the nudes Are female.

The Guerrilla Girls have already been at important artistic poles in Brazil, taking questions about gender and race inequality in art, and are now returning to São Paulo. From August 12 to December 3 they will be at Sesc Sorocaba (SP), and from September 29 to February 2018 at MASP, where they will hold the first individual exhibition in Brazil.

Are you ready for the Guerrilla Girls? "Are you ready for the Guerilla Girls?" With this question, the collective of feminist artists will present a retrospective with more than 100 of their iconic posters, as well as a performance that will take place on September 29 with four of the current members Of the collective - whose exact number is not revealed.

The posters will be distributed in chronological line, in English, with Portuguese subtitles. One of the most important parts of the MASP project is the edition of a 150-page catalog with the reproduction of all the posters already produced by the group, as well as interviews and texts with the curators of the Camila Bechelany and Adriano Ventura shows.

Two of the works will be recreated in Portuguese: The Advantages of Being a Woman Artist and the famous yellow poster depicting the naked female figure of Jean-Auguste Dominique's The Great Odalisque (1814) Ingres, dressed in a gorilla mask.

Poster of Guerrilla Girls with data on participation of women artists in MASP - which will still be updated in early September (Guerrilla Girls / Reproduction)


Trajectory
The artists have achieved such notoriety that they have become the main sources on the disparities in the art - that are consequence of the gender and racial inequality also in the politics, in the market and in other instances. According to the artists, their work aims to "undermine the idea of ​​a dominant narrative to reveal sub-history, subtext, what is ignored and blatant injustice."

Although they are now invited by the museums they criticized, having collections in the Pompidou (Paris) and MoMA (NY), for example, the firmness of the guerrillas continues: it is only a question of widening the audience and spreading the word.

"We believe it's great to criticize an institution on its own walls. At the Venice Biennale, we exhibited six major banners on the historic breakdown of the Biennale itself and the museums in Venice. More than 1 million people visited our exhibition at the Center Pompidou in Paris. Whenever our work appears in an institution like this, we get tons of emails from people saying that our work has shown them something they never knew about art and culture, and that we have inspired them to carry out their own crazy, creative activism "Guerrilla Käthe Kollwitz told Estado de S. Paulo.


Guerrilla Girls Poster compares the number of solo exhibitions of female artists in NY museums in 1985 and 2015 (Guerrilla Girls / Reproduction)

The ironic series The advantages of being an artist woman is already a classic and impresses by the current situation of women in the arts:

The Advantages of Being a Woman Artist:
- Work without the pressure of success;
- Not having to be in exhibitions with men;
- Have an escape from the art world in your 4 free-lancers jobs;
- Knowing that your career can take off after you are 80;
- Be sure that any kind of art you do will be labeled "feminine";
- See your ideas live in the work of others;
- Have the opportunity to choose between career and maternity;
- Have more time to work when your partner trades you for a younger woman;
- Be included in revised versions of art history books;
- Not having to face the embarrassment of being called a genius;
- Have your portrait in art magazines using a gorilla costume.

This inequality, however, is far from gone unnoticed: there are the Guerrilla Girls, fighting for us in the jungle.










Cultura não é o que entra pelos olhos e ouvidos,
mas o que modifica o jeito de olhar e ouvir. 
A cultura e o amor devem estar juntos.

Vamos compartilhar.

Culture is not what enters the eyes and ears, 

but what modifies the way of looking and hearing.












-br

Vocês estão prontas para as Guerrilla Girls? Coletivo norteamericano está em ação pela igualdade de gênero e raça na arte desde 1985 e tem exposição individual inédita no Brasil a partir de setembro, 2017.

As Guerrilla Girls usam como pseudônimos os nomes de artistas que fizeram história, como Frida Kahlo, Paula Modersohn-Becker e Rosalba Carriera. O nome do coletivo criado em 1985 em Nova Iorque, que significa “Meninas da Guerrilha”, soa como “gorila” no sotaque norteamericano, o que justifica em parte a utilização de máscaras de primatas pelas integrantes.

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(Guerrilla Girls//Vocês estão prontas para as Guerrilla Girls?/Divulgação)

Mascaradas e organizadas, as mulheres já realizaram intervenções nos museus mais importantes do mundo. A primeira aparição, na década de 80, questionava: “As mulheres precisam estar nuas para entrar no Met. Museum?”.

A colocação das guerrilheiras continua tão pertinente quanto há 30 anos. Na época, apenas 5% dos artistas expostos no museu novaiorquino eram mulheres, enquanto 85% dos nus eram de mulheres retratadas. Hoje, em levantamento que ainda será atualizado com dados mais atuais sobre o museu (o que faz parte da programação das Guerrilla Girls aqui), 6% dos expositores no Museu de Arte de São Paulo (MASP) são mulheres, e 68% dos nus são femininos.

As Guerrilla Girls já estiveram em importantes polos artísticos do Brasil levando os questionamentos sobre desigualdade de gênero e raça na arte, e voltam agora para São Paulo. De 12 de agosto a 3 de dezembro elas estarão no Sesc Sorocaba (SP), e de 29 de setembro a fevereiro de 2018 no MASP, onde realizam a primeira exposição individual no Brasil.

Are you ready for the Guerrilla Girls? “Vocês estão prontos para as Guerilla Girls?” Com essa pergunta, o coletivo de artistas feministas vai apresentar uma retrospectiva com mais de 100 de seus icônicos cartazes, além de uma performance, que ocorrerá no dia 29/09, com quatro das atuais integrantes do coletivo – cujo número exato não é revelado.

Os cartazes estarão distribuídos em linha cronológica, em inglês, com legendas em português. Uma das partes mais importantes do projeto no MASP é a edição de um catálogo de 150 páginas com a reprodução de todos os cartazes já produzidos pelo grupo, além de entrevistas e textos com as curadoras da mostra Camila Bechelany e Adriano Ventura.

Duas das obras serão recriadas em português: As Vantagens de ser uma artista mulher [The Advantages of Being a Woman Artist] e o famoso cartaz amarelo com a representação da figura feminina nua da obra A Grande Odalisca (1814), de Jean-Auguste Dominique Ingres, vestida com máscara de gorila.

image cartaz amarelo
Cartaz das Guerrilla Girls com os dados sobre participação das artistas mulheres no MASP – que ainda serão atualizados no início de setembro (Guerrilla Girls/Reprodução)

Trajetória
As artistas alcançaram notoriedade tamanha que se tornaram as principais fontes sobre as disparidades na arte – que são consequência da desigualdade de gênero e racial também na política, no mercado e em outras instâncias. Segundo as artistas, seu trabalho tem por objetivo “minar a ideia de uma narrativa dominante para revelar a sub-história, o subtexto, o que é ignorado e a injustiça descarada”.

Embora sejam hoje convidadas pelos museus que criticavam, tendo acervos no Pompidou (Paris) e MoMA (NY), por exemplo, a firmeza das guerrilheiras continua: trata-se apenas de ampliar os públicos atingidos e espalhar a palavra.

“Acreditamos que é ótimo criticar uma instituição em suas próprias paredes. Na Bienal de Veneza, exibimos seis grandes banners sobre a histórica discriminação da própria Bienal e dos museus de Veneza. Mais de 1 milhão de pessoas visitaram a nossa exposição no Centre Pompidou, em Paris. Sempre que nosso trabalho aparece em uma instituição como essa, recebemos toneladas de e-mails de pessoas falando que nosso trabalho lhes mostrou algo que elas nunca souberam sobre arte e cultura, e que nós as inspiramos a realizar o seu próprio, louco e criativo ativismo”, contou a guerrilheira Käthe Kollwitz ao Estado de S. Paulo.

image cartaz
Cartaz das Guerrilla Girls compara o número de exposições solo de mulheres artistas nos museus de NY em 1985 e 2015 (Guerrilla Girls/Reprodução)

A irônica série As vantagens de ser uma mulher artista já é um clássico e impressiona pela atualidade da situação das mulheres nas artes:

As vantagens de ser uma artista mulher:
– Trabalhar sem a pressão do sucesso;
– Não ter que estar em exposições com homens;
– Ter uma escapatória do mundo da arte em seus 4 empregos free-lancers;
– Saber que sua carreira pode deslanchar depois que você tiver 80 anos;
– Estar segura de que qualquer tipo de arte que você fizer vai ficar rotulada como “feminina”;
– Ver suas ideias viverem no trabalho de outros;
– Ter a oportunidade de escolher entre carreira e maternidade;
– Ter mais tempo pra trabalhar quando seu parceiro te trocar por uma mulher mais nova;
– Ser incluída em versões revisadas de livros de história da arte;
– Não ter que enfrentar o embaraço de ser chamado de gênio;
– Ter seu retrato nas revistas de arte usando uma fantasia de gorila.

Essa desigualdade, no entanto, está longe de passar despercebida: aí estão as Guerrilla Girls, brigando por nós na selva.

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